Quando eu cruzei com o diabo pela primeira vez, ele sorria. Pela minha displicência autista, não percebi. Nunca tinha visto coisa igual, até parecia gente e era gentil. Mas, só nas aparências. Oferecia a mão, dava "bons" conselhos que na época, anestesiado pelos ansiolíticos e Cia. não atentava para as intenções do diabo.
Quando dei por mim, e reconheci, aos poucos, que aquela criatura de forma humana era o próprio demo, já era tarde demais. Nunca mais serei o mesmo. Porém, como nunca é tarde demais até que a morte chegue... quem sabe?! E, até mesmo o diabo colhe aquilo que planta. Tenho essa certeza. Porém, por via das dúvidas, quem sabe possa fazer um bem à humanidade banindo o casco-de-bode para os quintos dos infernos.
Resolvi dar mais comida para a ovelha dentro de mim. Mas, quem sabe?!
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